Escritora alemã motiva sonhos de jovem
Mesmo anos após sua curta e inspiradora passagem pela terra, Anne Frank ainda desperta a admiração de muitas pessoas. Não contentes em restringir seus conhecimentos a apenas o diário escrito por ela, colocam suas energias em outras atividades para aprender um pouco mais sobre a vida que levou a menina e os acontecimentos trágicos que acabaram com sua história tão cedo.
Este é o caso de Ivana Gobbi, 36 que, entre seus muitos sonhos, carrega o desejo de visitar Amsterdã para conhecer a casa onde viveu a menina judia.
Anne Frank foi uma adolescente alemã, contemporânea a Segunda Guerra Mundial, e uma das vítimas do Holocausto judeu. Durante os anos de refugiada com a família em um sótão de Amsterdã, na Holanda, a menina, aspirante a escritora, escreveu um diário que viria, anos depois, a se tornar um dos clássicos da literatura e um registro da brutalidade ocorrida na época, ocasionada pelo nazismo, disseminado por Hitler, na Alemanha e espalhado em diversas partes da Europa.
Ivana
Ivana, uma das admiradoras de Anne Frank, já leu, além do clássico Diário de Anne Frank, os livros Os Sete Últimos Meses de Anne Frank e Memórias de Anne Frank. As Lembranças de uma Amiga de infância, que relatam sob a respectivas de pessoas próximas, um pouco mais sobre a garota e sua história.
Ela carrega uma bagagem riquíssima, várias viagens, entre elas Chile, Estados Unidos, Argentina e diversos lugares do Brasil, e um gosto apuradíssimo por leitura integram sua experiência de vida. Ainda assim, deseja ampliar o conhecimento de mundo, não de modo supérfluo. Isto porque, sempre que viaja, Ivana não se contenta em apenas passear pelos lugares visitados, ela mergulha na história. Em seus roteiros, procura por museus, locais históricos e famosos que recriem, pelo menos um pouco, o passado da região e de suas personalidades.
A relação com a escritora
O livro grosso, de capa dura e páginas amareladas, entregue de presente por sua madrinha, foi uma de suas primeiras leituras, quando ela tinha a mesma idade da pequena judia e pensar sobre o que Anne Frank passou, na mesma idade que ela, foi marcante. Ainda que a força daquelas palavras só fossem chegar algum tempo depois, as coisas que a menina viveu, ainda tão jovem, o esconderijo, a fuga, e sua posterior morte como vítima do holocausto foram, na época, memoráveis a ponto de fazerem brotar um desejo que se mantém até hoje.
Curiosamente, foi uma produção ficcional, inspirada em outra adolescente real e guerreira, que despertou ainda mais o desejo em Ivana de visitar a cidade onde a família de Anne Frank se refugiou, o filme A Culpa é das Estrelas. Baseado no livro de mesmo nome, o longa-metragem traz como protagonista uma adolescente vítima do câncer, por sua vez, inspirada em Esther Earl que perdeu a batalha para a doença em 2010. No filme, os dois personagens principais visitam Amsterdã e a casa que Ivana, hoje, deseja conhecer.
Em nossa conversa foi falado sobre o maior fascínio causado por Anne Frank: um resgate da inocência da infância. A forma como os sonhos jamais a abandonaram, mesmo em seus anos de horror, nos convida a resgatar esse nosso lado muitas vezes deixado de lado.
O sonho não fica apenas no universo do imaginário, Ivana já se programa para passar por Amsterdã daqui a dois anos, junto com sua filha e irmã, após o casamento de uma prima que ocorrerá em Portugal e acredita no potencial desse momento como causador de grandes emoções.
Livros citados:
O diário de Anne Frank.
Autor(a): Anne Frank.
Os sete últimos meses de Anne Frank.
Autor(a): Willy Lindwer.
Memórias de Anne Frank. As lembranças de uma amiga de infância
Autor: Alison Leslie Gold