segunda-feira, 13 de março de 2017

Conheça o minimalismo, estilo de vida que prega o desapego


Desapegar de bens materiais é a ordem seguida pela filosofia


O termo minimalismo foi usado pela primeira vez como referência ao movimento artístico, surgido no século XX, que utilizava poucos recursos, cores e formas em sua execução.   Desde então, a mesma palavra foi adotada por outras modalidades, como a arquitetura e moda, para tratar de suas manifestações mais simples, sem muitos adereços. 
Recentemente a palavra se tornou sinônimo de um estilo de vida cada vez mais em pauta e em exercício no dia a dia das pessoas.

Esse tal estilo de vida minimalista
Para aqueles que adotam essa corrente de pensamento a questão principal é o desapego. Isto porque, segundo eles, existe uma cultura do materialismo, onde se acredita na necessidade de adquirir coisas físicas em excesso, mas para o minimalismo isso não é uma verdade. 
Essa atitude propõe um olhar mais crítico para as coisas que as pessoas têm em suas vidas ou desejam ter, a fim de analisar quais delas são essenciais e quais apenas ocupam espaço. Para o segundo caso, é sugerido o “destralhe”, ou seja, retirar de seus espaços tudo que não é usado e nem necessário, seja em forma de doação ou descarte.

Muito além do material
O desapego não precisa ficar apenas nas questões materiais. O movimento também busca reduzir outros campos do dia a dia, com a ideia de diminuir o estresse diário. Nesse quesito podem entrar tarefas, objetivos pessoais acumulados e, até mesmo, se afastar de pessoas com as quais o relacionamento não é muito bom.
Portanto, o minimalismo é definido como a prática de reduzir tudo que é peso para, então, ficar mais leve.

Anne Frank: inocência que inspira



Escritora alemã motiva sonhos de jovem


Mesmo anos após sua curta e inspiradora passagem pela terra, Anne Frank ainda desperta a admiração de muitas pessoas. Não contentes em restringir seus conhecimentos a apenas o diário escrito por ela, colocam suas energias em outras atividades para aprender um pouco mais sobre a vida que levou a menina e os acontecimentos trágicos que acabaram com sua história tão cedo.
Este é o caso de Ivana Gobbi, 36 que, entre seus muitos sonhos, carrega o desejo de visitar Amsterdã para conhecer a casa onde viveu a menina judia.
Anne Frank foi uma adolescente alemã, contemporânea a Segunda Guerra Mundial, e uma das vítimas do Holocausto judeu. Durante os anos de refugiada com a família em um sótão de Amsterdã, na Holanda, a menina, aspirante a escritora, escreveu um diário que viria, anos depois, a se tornar um dos clássicos da literatura e um registro da brutalidade ocorrida na época, ocasionada pelo nazismo, disseminado por Hitler, na Alemanha e espalhado em diversas partes da Europa.

Ivana
Ivana, uma das admiradoras de Anne Frank, já leu, além do clássico Diário de Anne Frank, os livros Os Sete Últimos Meses de Anne Frank e Memórias de Anne Frank. As Lembranças de uma Amiga de infância, que relatam sob a respectivas de pessoas próximas, um pouco mais sobre a garota e sua história.
Ela carrega uma bagagem riquíssima, várias viagens, entre elas Chile, Estados Unidos, Argentina e diversos lugares do Brasil, e um gosto apuradíssimo por leitura integram sua experiência de vida. Ainda assim, deseja ampliar o conhecimento de mundo, não de modo supérfluo. Isto porque, sempre que viaja, Ivana não se contenta em apenas passear pelos lugares visitados, ela mergulha na história. Em seus roteiros, procura por museus, locais históricos e famosos que recriem, pelo menos um pouco, o passado da região e de suas personalidades.

A relação com a escritora
O livro grosso, de capa dura e páginas amareladas, entregue de presente por sua madrinha, foi uma de suas primeiras leituras, quando ela tinha a mesma idade da pequena judia e pensar sobre o que Anne Frank passou, na mesma idade que ela, foi marcante. Ainda que a força daquelas palavras só fossem chegar algum tempo depois, as coisas que a menina viveu, ainda tão jovem, o esconderijo, a fuga, e sua posterior morte como vítima do holocausto foram, na época, memoráveis a ponto de fazerem brotar um desejo que se mantém até hoje.
Curiosamente, foi uma produção ficcional, inspirada em outra adolescente real e guerreira, que despertou ainda mais o desejo em Ivana de visitar a cidade onde a família de Anne Frank se refugiou, o filme A Culpa é das Estrelas. Baseado no livro de mesmo nome, o longa-metragem traz como protagonista uma adolescente vítima do câncer, por sua vez, inspirada em Esther Earl que perdeu a batalha para a doença em 2010. No filme, os dois personagens principais visitam Amsterdã e a casa que Ivana, hoje, deseja conhecer.
Em nossa conversa foi falado sobre o maior fascínio causado por Anne Frank: um resgate da inocência da infância. A forma como os sonhos jamais a abandonaram, mesmo em seus anos de horror, nos convida a resgatar esse nosso lado muitas vezes deixado de lado.
O sonho não fica apenas no universo do imaginário, Ivana já se programa para passar por Amsterdã daqui a dois anos, junto com sua filha e irmã, após o casamento de uma prima que ocorrerá em Portugal e acredita no potencial desse momento como causador de grandes emoções.

Livros citados:
O diário de Anne Frank.
Autor(a): Anne Frank.
Os sete últimos meses de Anne Frank.
Autor(a): Willy Lindwer.
Memórias de Anne Frank. As lembranças de uma amiga de infância
Autor: Alison Leslie Gold



Pare de transformar seus defeitos em qualidades

Todos temos defeitos. Essa frase já é conhecida e amplamente citada, o problema é que ela é usada só como isso , uma frase. Não falo aqui de defeitos físicos, mas daqueles que são mais difíceis de ver a olho nu.

Há duas tendências problemáticas das pessoas quando se vêem de frente para os próprios defeitos. A primeira é de negá-los, fingir que somos incompreendidos ao invés de errantes, fingir que nossos defeitos não estão lá, ou nem são tão importantes assim. Quando não é possível escondê-los debaixo do tapete, primeiro nos condenamos, depois passamos por um processo, muito confundido com aceitação, mas sem nenhuma relação, o do conformismo.

 Com o conformismo vêm as desculpas, e com elas, a ideia de que nossos defeitos são, na verdade, partes importantíssimas de nós e seria uma heresia tentar removê-los. Falamos deles com orgulho, como qualidades, e como se definissem nossa personalidade.

O problema é que há uma linha tênue entre você ser diplomático e falso, entre se amar e ser egocêntrico, entre o realismo e pessimismo. Ser orgulhoso não é algo bom, rancor não é esperteza, quem coloca o dinheiro acima do resto é tão avarento quanto quem só pensa em dinheiro, ser sincero o tempo todo na verdade é grosseria e personalidade forte é só um nome que inventaram para pessoas que são difíceis demais de lidar.

Aceitar seu defeito como definição de si mesmo é se limitar por livre e espontânea vontade e não engana a ninguém, só você.

Conheça suas qualidades, sem, claro, pensar que elas te fazem especial, se achar demais é bem diferente de autoconfiança. 

 Aceitar a existência dos seus defeitos é importante, trabalhar para transformá-los é evolução. Espero que você não goste de ficar parado, porque o nome disso é preguiça.

O que o relacionamento aberto pode ensinar à monogamia

Um termo vem chamando atenção.

"Eu tenho um relacionamento aberto." Eles disseram.

Você não entendeu muito bem, ficou se perguntando o que seria isso.
Tentaram te explicar, mas a diferença entre estar solteiro e em uma união como essa não ficou clara.
Poder se relacionar sexualmente com outras pessoas, que não o teu(a) parceiro(a), não fez muito sentido, então, você esqueceu, ignorou, ou rejeitou a ideia.

Mas mesmo os monogâmicos,  aqueles que não desejam, ou não se vêem, em um relacionamento aberto, podem tirar muito aprendizado dessa forma de amar.
 
O relacionamento aberto possui uma premissa básica: sexo e amor não são iguais.Sentir atração por pessoas diversas não tem nenhuma conexão com amar ou não amar quem está ao seu lado, ou seja, a primeira verdade que podemos tirar disso é que o amor é muito mais do que sexo, é parceria, é cuidado, é compreensão, o ato sexual é só uma pequena parte do todo, por onde você pode sentir tudo isso. 

 O que isso quer dizer?

Um relacionamento baseado na liberdade sexual pode ser muito mais verdadeiro, do que aquele que, se inicia no momento de tirar as roupas, e termina, quando se gruda costa com costa na cama.

Você não precisa correr para um relacionamento aberto, mas se o seu se assemelha com a segunda opção, pense em fugir.

Uma outra coisa deve ser observada. As pessoas que optam por essa forma de amar demonstram uma segurança muito rara. A dúvida é rainha em muitos relacionamentos, duvida-se do outro, duvida-se de si mesmo, da relação, espalha-se a incerteza. Sou boa o suficiente? Meu corpo está bom o suficiente? E se aparecer alguém.

Mas se os não-monogâmicos, mesmo conhecendo outros rostos, acordando em cama desconhecidos, em quartos decorados com seus filmes cults preferidos, voltam para as mesmas pessoas que ama séries adolescentes, você acha mesmo que alguém vai embora por causa de um celulite ou mania de falar alto demais?



No fim, eles nos deixam um recado, seja aberto ou não, o amor, quando é verdadeiro, não precisa de ciúmes, insegurança, ou neura nenhuma, pois ele será sempre amor, até que não seja mais.