Todos temos defeitos. Essa frase já é conhecida e amplamente citada, o problema é que ela é usada só como isso , uma frase. Não falo aqui de defeitos físicos, mas daqueles que são mais difíceis de ver a olho nu.
Há duas tendências problemáticas das pessoas quando se vêem de frente para os próprios defeitos. A primeira é de negá-los, fingir que somos incompreendidos ao invés de errantes, fingir que nossos defeitos não estão lá, ou nem são tão importantes assim. Quando não é possível escondê-los debaixo do tapete, primeiro nos condenamos, depois passamos por um processo, muito confundido com aceitação, mas sem nenhuma relação, o do conformismo.
Com o conformismo vêm as desculpas, e com elas, a ideia de que nossos defeitos são, na verdade, partes importantíssimas de nós e seria uma heresia tentar removê-los. Falamos deles com orgulho, como qualidades, e como se definissem nossa personalidade.
O problema é que há uma linha tênue entre você ser diplomático e falso, entre se amar e ser egocêntrico, entre o realismo e pessimismo. Ser orgulhoso não é algo bom, rancor não é esperteza, quem coloca o dinheiro acima do resto é tão avarento quanto quem só pensa em dinheiro, ser sincero o tempo todo na verdade é grosseria e personalidade forte é só um nome que inventaram para pessoas que são difíceis demais de lidar.
Aceitar seu defeito como definição de si mesmo é se limitar por livre e espontânea vontade e não engana a ninguém, só você.
Conheça suas qualidades, sem, claro, pensar que elas te fazem especial, se achar demais é bem diferente de autoconfiança.
Aceitar a existência dos seus defeitos é importante, trabalhar para transformá-los é evolução. Espero que você não goste de ficar parado, porque o nome disso é preguiça.
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